quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O CÉREBRO É A ALMA DO NEGÓCIO

É de tamanha importância o profissional das emergências conhecer o conteúdo dessa abordagem, que dentre outras atuadas no âmbito da Psicologia, busca atender as vitimas e seus familiares. Ainda como sendo uma área de atuação pouco falada no Brasil, em outros países como o Chile, México e Estados Unidos, caracteriza-se com uma gama de responsabilidade grandiosa, mas ainda assim aqui mesmo com o déficit de material e de capacitação sobre o assunto, existem nas unidades de urgência e emergência como a SAMU, pessoal qualificado para atender pessoas com traumas e procurando solucionar conflitos mentais em relação a família do ente querido que muitas vezes vem a óbito. As poucas publicações nacionais impedem a tão esperada ascensão dessa matéria, pois ainda se dá muita ênfase as coisas relacionadas a saúde física e aspectos sanitários do que a saúde mental daqueles que sofrem ou sofreram algum trauma acidental. Deveria haver mais motivação, das autoridades, considerando a nossa necessidade de tratar o trauma, adaptando as bases teóricas e circunstanciais de nossa realidade social do cotidiano, para que também esse profissional de emergência que vivencia situações de grande risco e de desastre, salvando e acolhendo famílias de traumas quem muitas vezes são irreversíveis, também possa se colocar na condição de paciente e tratar-se mentalmente também assim como qualquer outra pessoa. Pois todo trabalho com urgências e emergências requer muita concentração, dedicação e responsabilidade com o próximo, conhecimento que o leva alem da teoria exigindo habilidade e por que não dizer “tato”, como o outro. Considerando isso tudo podemos concluir dizendo que ser Psicólogo das Emergências, é ser dotado de infinitas habilidades e imprevisibilidade, esse tema nos coloca no centro das contradições do mundo contemporâneo, diante da vulnerabilidade humana diante sua natureza e de suas próprias ações. Temos sim que tratar nosso cérebro com tanta importância quanto qualquer outra parte de nosso corpo, pois afinal ele é quem nos comanda.

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DIÁRIO ABERTO DE UM PSICÓLOGO

Segue o registro no diário de campo, conforme observação realizada no Hospital de Pronto Socorro:

Interessante que quando entro aqui [Unidade de Queimados], penso naqueles filmes do Vietnam...talvez o cheiro..não...isto não pode...mas parece de guerra, com certeza...tenho medo?...ninguém me olha...não nos olhos...a luz é fraca e o clima é muito pesado...as noites são assim? Ela recém chegou, veio mesmo do SAMU da Restinga. Ela chora muito e nem pode enxugar as lágrimas, está quase toda enfaixada, inclusive as mãos...Um médico tenta escutar, para uma anaminese, mas parecia desconhecer outras possibilidades de apoio naquele momento de desespero. Tenho a impressão de um mal estar em lidar com esta realidade de ter que ouvir mas não saber o que dizer. Sei que é um ótimo profissional, mas ele mesmo além de não saber o que fazer parecia julgar desnecessário qualquer intervenção que não fosse a técnica. Ele me chama. -Esta é pra ti...Ela me olha e chorando (se) pergunta: -Por que eu fiz isto na frente dos meus filhos? Tem 22 anos e 4 filhos, sendo que o último tem poucos dias. A ficha diz que ela “se ateou fogo com álcool, informou uma vizinha”... uma Auxiliar me diz que pode ser agressão do marido pois “ela não diz coisa com coisa”, ou “depressão pós-parto, né?”. Aproximo-me, me apresento...mas ela chora muito mesmo. Pergunto se esta com dor e ela repete: “-Por que eu fiz isto na frente dos meus filhos?”. Vou ficar aqui contigo pra te acalmar...será que tu consegues te acalmar agora...? E ela repete a mesma frase de antes. Digo que vou fazer uma coisa que é boa pra ela...então, coloco as palmas das mãos encaixando bem devagar e suavemente nas solas dos pés. Olho ao redor e, desta vez, todo o posto está me olhando...o que estarão pensando? O médico, que já sabe da minha pesquisa sobre emergências, parece não acreditar no que está vendo...e eu...no atraso nos cuidados dos aspectos emocionais...na quase súplica - e alívio - do médico quando me viu e me passou a paciente...penso quando estive na Finlândia que nos locais de trabalho tem pessoas voluntárias para fazer massagem e polaridade em quem está precisando...ela parou de chorar e eu sinto que agora me olham de outra forma...putz...quanta coisa todo mundo aqui tem pra aprender sobre a importância das coisas reichianas na saúde...que angústia...isto nunca vai mudar...estas pessoas nunca vão abrir um espaço nas suas vidas para quebrar os seus preconceitos...enquanto isto os pacientes continuam solitários...como eu neste posto? ...tudo é muito duro por aqui..tem que ser assim? (BRUCK, 1989, p. 131).

Fonte
http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=726

Quando a vida lhe dá uma segunda chance....

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Quando a vida lhe dá outra chance, verdadeiramente nem tem porque olhar pra traz, a consciência pesa, mas é isso, é o jogo da vida, um dia se ganha outro se perde, outro perdemos por querer, outros nem temos o que perder e outros tantos fazemos alguém perder. Mas afinal estamos vivos e sempre é tempo para recomeçar algo novo, sempre é tempo para o perdão e o perdoar, o que importa mesmo é percebermos que respiramos não só o oxigênio mas também o sopro da vida.

Fonte

http://www.youtube.com/watch?v=NEl8-K6yYNI

Desastres x Traumas

Nesta pesquisa entendo desastre como o “resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem, sobre uma população vulnerável, causando danos humanos, materiais e ambientais e conseqüentes prejuízos econômicos e sociais”. Emergência é conceituada como uma “situação crítica; acontecimento perigoso ou fortuito; incidente; caso de urgência” e urgência, como “atendimento rápido a uma ocorrência. Situação que exige providências inadiáveis. “Diz-se da situação de um paciente que exige cuidados imediatos, podendo não estar em situação de risco iminente de morte” (BRASIL, 2006, p. 8). Fundamental, neste trabalho, é compreender que entendo desastre como na classificação (ANEXO A) da Defesa Civil, onde acidentes de trânsito, por exemplo, são considerados desastres por “somação de efeitos parciais” (CASTRO, 1998). Segundo Pérez Sales (2001), em apenas uma década da criação do conceito de Transtorno de Estresse Pós-traumático, sua expansão tem ocorrido com tal intensidade, que estimulou a criação de mais de cinqüenta centros de investigação e tratamento especializados para essa doença nos Estados Unidos. Em 1970, apareceram apenas 20 trabalhos científicos sobre o trauma em suas diversas formas (guerra, abuso sexual, catástrofes naturais). Em 1990 foram 150 referências e, em 1999, se aproximaram de mil. A maioria desses trabalhos é de autores dos EUA, Austrália e Israel. E no Brasil? Será que a conseqüência “obrigatória” desse diagnóstico estimula a difusão de livros de auto-ajuda, a exploração profissional de centros e os programas específicos de tratamento? Isto pode fazer pensar no Transtorno de Estresse Pós-traumático como uma doença ligada à cultura, algo ratificado pela consciência popular que “já sabe” dos poderes do trauma oculto como gerador de quadros psiquiátricos? Se na relação saúde-doença isto já é complexo, pode-se supor que diante de uma emergência, maiores são as implicações epistemológicas, éticas e de escolha de procedimentos.

Fonte
http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=726


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A dor da perda é uma dor de morte

O OUTRO LADO DA AFLIÇÃO
George Vandeman

Quando o doutor chegou, encontrou Irma num terrível estado de desespero, estava tremendamente agitada e ninguém conseguia acalmá-la. Ela correu para seu quarto, surda aos apelos da família, jogou-se em cima da cama e começou a xingar em voz alta. O doutor conseguiu dizer-lhe que tinha vindo para ajudá-la, mas Irma ficou em pé e gritou:
– Eu não preciso de médico, não estou doente. Tragam de volta a minha filha, a minha garotinha!
Irma acabara de entrar para o mundo escuro e desordenado da aflição e dentro desse mundo as pessoas se questionam constantemente se existe uma saída.
Ninguém quer ser um bom perdedor, especialmente quando a perda é um ente querido. Entretanto, perdas acontecem. Trágicos acidentes levam suas vítimas; o câncer e doenças cardíacas atacam inesperadamente.
No mundo agitado de hoje, repleto de isolamento e de famílias fragmentadas, é difícil encontrar apoio. Existem poucos ombros onde chorar. A perda de um ente querido geralmente provoca dezenas de emoções insuportáveis. A princípio, o choque adormece todos os sentimentos. Então a dor começa a atacar. Às vezes desabafamos com raiva, sem saber por quê. Os amigos acham difícil de se aproximar. O humor muda com extrema rapidez, deixando alguns pranteadores no isolamento. Um homem confessou:
– Existe uma espécie de cobertor invisível entre mim e o mundo.
A permanência solitária e confusa muitas vezes traz a depressão. Cuidar das tarefas mais simples torna-se um fardo cansativo. Alguns se sentem aprisionados por temores generalizados e uma vaga sensação de culpa, e então perguntam: "Por que sobrevivi?" E imaginam: "Sou eu, de alguma forma, responsável por esta terrível perda?"
Freqüentemente aqueles que passam por uma aflição pensam que Deus os abandonou. Eles saem em busca de conforto e só encontram portas aparentemente fechadas diante de si. Às vezes perguntam: "por que Deus parece tão ausente num momento de dificuldade?"
Parece, às vezes, que a coisa mais difícil de suportar é o "conforto" daqueles que chegam com boas intenções. Num funeral alguém pode dizer:
– Sabe, a morte é só uma porta. A morte, na verdade, não existe para o cristão.
Mas como ela existe naquele momento! Ela importa para você que acabou de perder a coisa mais querida em sua vida.
Outros talvez tentem confortá-lo dizendo:
– Seu filho está dormindo com Deus.
Mas você não quer seu filho com Deus, você o quer desesperadamente de volta.
Amigos chegam e o elogiam por suportar tão bem a perda. Eles dizem que tal coragem e fé são admiráveis. No entanto, seu exterior sólido, é apenas uma máscara. Você está dormente ou revoltado demais para chorar e quer gritar:
– Não! Eu não estou suportando bem essa dor!
Então os amigos chegam com os conselhos:
– Procure esquecer e você irá superar.
E o seu maior temor é vir a esquecer! Você está tentando lembrar de tudo o que puder. Porque no turbilhão emocional da dor, até as lembranças familiares confundem-se na cabeça.
Outros dizem para você se manter ocupado, não parar para pensar. Isso só piora as coisas, pois você já está se esforçando para realizar as tarefas mais simples. Mais trabalho só aumentará a sua desorientação.
Verdadeiros confortadores são raros. Às vezes, simplesmente preferimos chorar sozinhos. A infelicidade pode gostar de companhia, mas certamente não atrai nenhuma.
O primeiro passo para o pranto sem desespero é expressar nossos sentimentos. O choque poderá nos manter em silêncio nos primeiros dias após uma perda traumática, mas a dormência passa e as emoções começam a chegar. Precisamos de uma saída; encontrar alguém que ouça sem julgar, que entenda sem tentar dar uma porção de conselhos.
Fonte do texto
http://64.233.163.132/search?q=cache:4FrW0AYqt7IJ:www.4tons.com/7641.doc+LIDANDO+COM+EMO%C3%87%C3%95ES+AP%C3%93S+A+TRAGEDIA&cd=3&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-a

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Reportagem e Entrevista com Profissional da Área

videoFonte do video
http://www.youtube.com/watch?v=P8rZ4pC-Kj0

terça-feira, 27 de outubro de 2009



Desastres naturais que afetam diretamente a vida do homem, como a saúde, problemas financeiros com a perda de bens, e o pior, a perda de familiares, poderão acarretar em traumas irreversíveis, tendo ai a extrema necessidade da intervenção psicológica.
Fonte da chage

sexta-feira, 23 de outubro de 2009



Esse referido assunto “trauma” vem ao longo do tempo ganhando um leque de significados, considerando alguns eventos sociais recentes, catástrofes, desastres, alagamento, seqüestros, situações de alto grau de risco, situações-limite vividas pelas pessoas em seu cotidiano. Este ramo de se fazer Psicologia, nos remete a uma realidade que por muitas vezes a mídia não informa, que é como fica a família depois do desastre? A Psicologia das Emergências estuda o comportamento das pessoas nos acidentes, catástrofes e desastres com igual proporção desde uma ação contida previa até mesmo o pós-trauma e se ainda for o caso se pré dispõe a intervenções de compreensão, de apoio e superação do trauma das vitimas e também dos profissionais dos setores de urgências e emergências como a SAMU. Os eventos podem se estenderem desde experiências pessoais do trauma até eventos adversos causados por calamidades da natureza ou provocados pelo próprio homem. A Psicologia das Emergências é um tema complexo pois refere-se diretamente a angustia publica , sentimentos difusos e de mal-estar, que advêm dos acontecimentos publico traumáticos, considerados eventos estressores, tais como acidentes de transito com vitimas assim como os demais advindos da violência urbana. O trauma é uma experiência que estoura a capacidade de suportar um revés, trazendo muitas vezes a perda do sentido, desorganização corporal e paralisação da consciência temporal, podendo também deixar marcas significativas que influenciam a criatividade e a motivação para com a vida. O objetivo nos primeiros auxílios psicológicos são de aliviar manifestações sintomatológicas e o sofrimento continuo, reduzindo os sentimentos de anormalidade e de enfermidade do corpo. Um dos principais objetivos do tratamento é fazer com que o paciente possa se familiarizar com temas considerados complexos e algumas vezes distantes de indagações sobre trauma psicológico, o problema dessa pesquisa é a compreensão da Psicologia das Emergências e como colocá-la em ação. Autores renomados explicam essa destreza: Edgar Morin, Alfredo Moffatt, Serge Moscovici, Gilles Deleuze e Michel Foucault, dentre outros. Eles abordam temas do não-reducionismo, da epistemologia de si mesmo e da relação da Teria das Representações Sociais. Algumas técnicas vieram ganhando espaço, quais dentre estas se destacam algumas, as entrevistas, grupos focais “histórias significativas” e a analise documental. É considerado, como atitudes favoráveis pensar não só a partir de algo, mas, sobretudo sobre algo e que para mudar o modo de agir torna-se necessário modificar a imagem que uma pessoa tenha de si próprio. Com essas pesquisas foram observadas algumas indagações de pessoas acidentadas que traziam consigo outros acontecimentos considerados difíceis junto com o depoimento sobre o próprio acidente, como situações de luto e de sofrimento com a família, o estresse pós-traumático. Esta pesquisa refere-se a questões de grande complexidade da analise da Psicologia das Emergências.


Fonte



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Artigo Interessante, vale a pena conferir

Artigo de Doutorado em Psicologia de NEY ROBERTO VÁTTIMO BRUCK, direcionado a Piscologia das Emergências.

Clique Aqui
http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=726

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Quer saber mais sobre Psicologia das Emergências venha participar de nossas palestras semanais e emergenciais, inscrições feitas apenas através do email: chicopsi10@yahoo.com.br